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CONSTRUTORAS INSTALAM SALAS DE AULA NOS CANTEIROS DE OBRA


Os trabalhadores da construção civil de São José dos Campos estão recebendo aulas de alfabetização dentro do canteiro de obras.
A iniciativa é uma parceria do SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) e do Sesi (Serviço social da Indústria) e visa oferecer aos trabalhadores da construção civil a oportunidade de estudar até a 4ª série do Ensino Fundamental, dando as noções básicas de educação necessárias para prosseguirem com os estudos da 5ª série em diante.

Em São José, sete construtoras aderiram ao projeto e uma já iniciou as aulas, que são dadas por professores indicados pelo Sesi, em três dias da semana, e em local adequado dentro do canteiro de obras.

O ajudante de carpinteiro, João Osvaldo Almeida, de 23 anos, disse que sabe ler por que foi ensinado pelo pai, mas que não chegou frequentar a escola. "Eu morava em um sítio em São Gonçalo do Amarante (RN) e não tinha tempo para estudar, meu pai que ensinava tudo pra gente", disse ele, que veio para São José dos Campos em 2007, em busca de emprego na cidade.
"Agora quero conseguir o diploma para poder subir na empresa e melhorar cada dia mais", afirmou.

Cursos. Os cursos têm duração de três meses, com carga horária diária de uma hora e meia. No final, todos os participantes receberão certificado de Conclusão do Programa de Alfabetização Intensiva, referente aos primeiros quatro anos do Ensino Fundamental.

O objetivo é que o trabalhador saia do curso sabendo as quatro operações da matemática e lendo e escrevendo textos, disse o diretor regional do SindusCon José Roberto Alves.

Segundo ele, com a modernização do setor, todo trabalhador vai ter que saber ler. "O maquinário tem manuais e os equipamentos modernos da construção civil vão exigir que os trabalhadores saibam ler", afirmou Alves.

Dados. Estatísticas do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o percentual de analfabetos da construção civil diminuiu mais de 60% nos últimos dez anos.
No ano 2000, o número de trabalhadores analfabetos era de 29 mil em um universo de 1,1 milhão, que representava 3%. Já em 2009, eram cerca de 23 mil trabalhadores, num total de 2,2 milhões, representando 1% do total.

Projetos de alfabetização de trabalhadores estão espalhados em todo o Brasil, o que contribui para esse número.
"Com a alfabetização, o trabalhador já pode fazer cursos profissionalizantes, como o de marceneiro e eletricista, e aumentar de cargo", disse Alves.
"Acho que com mais estudo, a gente consegue um salário melhor e até mais respeito", disse Almeida.

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