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META DO BANCO DO BRASIL É O SEGUNDO LUGAR EM IMOBILIÁRIO

SÃO PAULO - Para os próximos anos, a estratégia do Banco do Brasil, presidido por Aldemir Bendine, está em atingir a segunda colocação na concessão de crédito imobiliário. Segundo o diretor de Distribuição do banco, Walter Malieni Júnior, o objetivo será atingido a partir de agora. Outra forma de obter a liderança está na entrada de novos clientes com a redução das taxas de juros. "Estamos em quarto lugar sem ter o financiamento de prédios, e essa convergência de empréstimos começa agora", disse Malieni.

Atualmente, a Caixa Econômica Federal detém a liderança dos empréstimos para habitação, com 75%; em seguida está o Itaú Unibanco, com 9% do setor.

O diretor detalha que o mercado está em expansão, o que beneficia o BB, e há o processo de portabilidade. "Temos uma operação centralizada e com padrão próprio para a concessão. Em São Paulo, por exemplo, há ainda o programa Casa Paulista, com subsídios para servidores públicos, uma frente nova em que agora estamos inseridos."

O vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu, enfatizou que o banco público quer chegar ao final de 2014 ou 2015 como o segundo maior banco no financiamento imobiliário e que o ritmo de crescimento tender a colaborar, já que a meta inicial para 2012, de expansão de 100%, será superada."Este número agora é o piso", disse o executivo.

Na última sexta-feira, o BB anunciou redução das taxas do financiamento imobiliário, dentro do Programa BomPraTodos. Segundo comunicado do banco, o novo modelo de composição de taxas bonifica a pontualidade e a manutenção de conta-salário no BB. Os cortes podem chegar a 21% com o novo modelo.

A redução contempla todos os clientes do Banco, independentemente do relacionamento e será ainda maior para aqueles que pagarem suas prestações em dia. Neste caso, os clientes terão redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros. Outro 0,5 ponto percentual de redução na taxa será obtido com a manutenção da conta-salário no BB.

"O cálculo da bonificação é automático e será realizado mensalmente, não sendo necessária nenhuma ação por parte do cliente, apenas manter as prestações em dia e escolher o BB como banco de relacionamento", diz a nota.

Para aquisição de imóveis de até R$ 500 mil, por exemplo, a taxa de juros foi reduzida de 10% ao ano mais taxa referencial (TR) para 8,9% ao ano mais TR, para todos os clientes do Banco. Com o pagamento das prestações em dia, a taxa cairá para 8,4% a.a. mais TR. Se o cliente também receber o salário no Banco do Brasil, a taxa será ainda menor, de 7,9% ao ano mais TR, o que resulta em 21% de redução na taxa de juros.

Para imóveis de mais de R$ 500 mil, que teve taxa de juros reduzida em até 18,18%. A redução será de 11% a.a. mais TR para 10,0% ao ano mais TR, para todos os clientes do banco, podendo cair para 9,5% a.a. se o cliente pagar em dia suas prestações, e para 9% a.a. se o cliente também mantiver sua conta salário no Banco.

Para o vice-presidente Alexandre Abreu, "as mudanças adotadas vão além da redução da taxa de juros, na medida em que privilegiam o relacionamento com o cliente ao longo do tempo, bonificando a pontualidade e a manutenção do salário no Banco", disse Alexandre.

O prazo é de até 360 meses, com carência de até seis meses para começar a pagar e financiamento de até 90% do valor do imóvel. O novo modelo de relacionamento e as taxas reduzidas entram em vigor a partir de hoje.

No BB, o crédito imobiliário mantém sua trajetória de crescimento com saldo de R$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre de 2012, o que representa expansão de 107,3% em 12 meses.

Os desembolsos no trimestre atingiram R$ 1,3 bilhão, 57,8% a mais do que o observado no primeiro trimestre de 2011. O volume de negócios com pessoas jurídicas chegou a R$ 357, quatro milhões e com pessoas físicas a R$ 975,2 milhões.

Veículos

Sobre o financiamento de veículos, o Banco do Brasil bateu recorde de financiamento de veículos em maio com maior liberação de recursos nas duas últimas semanas, após as medidas do governo para estimular o setor automotivo, afirmou o vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu.

Logo depois dos anúncios das medidas, o BB passou a liberar R$ 60 milhões por dia para financiar carros no segmento de pessoa físicas. Na última quinta-feira, o volume chegou a R$ 87 milhões. "Bateu todos os recordes históricos", disse Abreu.

Em abril, primeiro mês de redução de juros dentro do Programa BomPraTodos, do BB, a média diária de liberação no financiamento de veículos foi de R$ 30 milhões. Em maio, antes do pacote de medidas do governo, que incluiu mudanças no depósito compulsório, a média diária estava em R$ 35 milhões. Em março, antes do início do programa de corte de juros, os desembolsos diários eram de R$ 11 milhões.

O BB ainda não tem um balanço consolidado das suas operações de empréstimos em maio.

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