O QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO NA HORA DA ESCOLHA DE UM IMOVEL?

A região escolhida deve atender as suas necessidades e as da sua família.
1) Analise o tempo que vai demorar para chegar ao trabalho, se existem serviços como supermercados e padarias, aonde é possível ir caminhando.
2) Fique atento aos meios de transporte público que serão utilizados por você, seus filhos e/ou por empregados da casa.
3) Algumas localidades são excelentes, com parques, shopping centers, colégios e clubes, porém é necessário usar o carro para chegar a qualquer um desses lugares. Não pense só em quem dirige!
4) Dê preferência a uma região já estabilizada para não ter surpresas posteriores. Algumas áreas estão em transição e empresários aproveitam para instalar bares e casas noturnas, que são bastante indesejadas pelos moradores. Durante a noite, essas áreas costumam atrair muitos jovens e as ruas ficam lotadas de automóveis. Lembre-se que eventualmente amigos que forem visitá-lo encontrarão dificuldades para achar uma vaga.
5) Além disso, pesquise para ver se obras pesadas irão ocorrer nas redondezas. Muita gente comprou imóveis em regiões tranqüilas, mas que de repente se tornaram caóticas em função da construção de novas avenidas, pontes, túneis, shopping centers. Assim, tome cuidado com localidades que prometem um rápido desenvolvimento.
6) Imóvel usado Imóvel na planta Custos devem caber no seu bolso.

Dicas de como escolher
7) Visite o imóvel mais que uma vez, em vários horários e dias, para ter uma idéia de como é a região. converse com outros moradores do bairro, ou do prédio, para uma opinião sobre a localização e estado de conservação da propriedade. Convide um engenheiro ou arquiteto amigo para avaliar o estado de conservação do imóvel e do prédio, no caso de apartamentos, muitas vezes ao materiais usados na construção não são bons e, apesar de novo, o imóvel vai acabar exigindo muita manutenção;
8) Pesquise na prefeitura para checar se estão previstas mudanças na lei de zoneamento que possam afetar o imóvel;
9) Se a intenção é viver de aluguel, tente estime o valor do aluguel com base no aluguel de outros imóveis da região, infra-estrutura de transporte e serviços na região, vagas de garagem, no caso de edifícios, a existência de gerador ou ar-condicionado central, custos de manutenção, como iptu e condomínio.

Custo X Benefício:
A maioria das pessoas não possui um saldo bancário suficiente para comprar uma casa à vista, e dessa forma são obrigadas a financiar boa parte do valor do imóvel. Neste sentido, a recomendação é que você nunca comprometa mais de 25% de seu orçamento com as prestações do financiamento. Se a sua família já está definida e você decidiu comprar um apartamento que atenda a suas necessidades nos próximos 10 anos, o próximo passo é definir um valor que caiba dentro do seu orçamento.
10) O ponto negativo de um financiamento é o valor que será gasto com o pagamento de juros. Imagine que para comprar um imóvel de R$ 100 mil, você seja obrigado a financiar 80% de seu valor, ou R$ 80 mil, que serão pagos em 10 anos, com juros anuais de TR +12, ou cerca de 14% ao ano. Apenas com os juros você estará gastando ao longo desses 120 meses cerca de R$ 53 mil. Nesse sentido, quanto menor o valor a ser financiado, menos você gastará com juros e mais barata será a aquisição de seu imóvel.
No exemplo acima, se a parcela financiada fosse reduzida para 50% do valor do imóvel, os gastos com juros cairiam para R$ 33 mil, o que significa uma economia de R$ 20 mil em juros, suficiente para comprar um carro ou decorar sua casa nova.
11) Antes de sair à procura de um imóvel, é preciso primeiro estipular um intervalo de valores compatíveis com seu bolso. Após ter decidido sobre um valor, será necessário saber quanto você poderá dar de entrada para o financiamento bancário. Se as prestações ultrapassarem os 20% de sua renda familiar, você terá duas opções: comprar um imóvel mais barato ou esperar algum tempo até que a parcela da entrada seja maior.
12) Muitas vezes ficamos deslumbrados ao pesquisar imóveis junto com corretores, que sempre oferecem oportunidades acima de nosso orçamento. Algumas delas ultrapassam apenas 20% ou 30% de valor estipulado e acreditamos que essa diferença não trará um grande impacto para nossas finanças. Mas trará. Acabaremos aumentando o valor financiado e "engessando" nossa flexibilidade financeira. Lembre-se que a casa própria não é a única prioridade na vida de uma família. Seus filhos chegarão à época da faculdade e nesse momento você deverá ter economizado o suficiente para bancá-los, por exemplo.

Quando comprar o imóvel pela planta pode ser arriscado!
O principal risco de comprar um imóvel na planta é a quebra da construtora.
13) Ninguém quer ver as economias de anos de trabalho irem por água baixo. Desse modo, a recomendação é procurar empresas com tradição no mercado e solidez, e livres de reclamações no Procon.
14) Outro perigo é o preço da obra variar muito durante a construção. Isso é mais comum com as obras "a preço de custo" do que aquelas "por empreitada".
15) A melhor dica, que vale para qualquer negócio, é a contratação de um bom advogado. Tenha total confiança nesse profissional, já que você estará entregando seu futuro em suas mãos.