O SONHO DA CASA PRÓPRIA

A Caixa Econômica Federal vai diminuir as taxas de juros para o financiamento imobiliário a partir de 4 de maio, quando começa o Feirão da Casa Própria da instituição.

A redução pode chegar a até 21% em relação às atuais taxas de juros efetivas, nas condições do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

O anúncio não deve provocar mudanças bruscas na oferta e na demanda no setor, porque ainda há uma quantidade de imóveis estocados, oriundos dos dois últimos anos de animação no setor da construção civil, que fez com que os preços subissem. Santos é uma das cidades brasileira que lidera o ranking de supervalorização dos imóveis novos e usados.

Com a queda de juros o sonho da casa própria pode se tornar realidade já que a redução é positiva para o setor, pois o mercado é feito de oferta e procura. Uma menor taxa de juros no financiamento imobiliário significa uma prestação menor.

A redução dos juros também agitou a maioria dos empresários dos setores da construção civil e imobiliário que atua na Baixada Santista. Eles acreditam na estabilidade e crescimento sustentável do setor. Afirmam que a economia deve aquecer ainda mais e encontrar alternativas para atender à demanda e movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia local, só este ano, com a entrega e venda de empreendimentos em andamento e o início de novos negócios.

Na opinião desses construtores, a Baixada Santista tem tudo para se tornar uma das regiões mais pujantes de todo o estado de São Paulo, principalmente, por conta do pré-sal e da vinda do Centro de Operações da Petrobrás, que deve significar um aumento geral de 30% nos postos de trabalho locais. A expansão da Baixada é tão latente que até 2020 devem ser investidos, aproximadamente R$ 45 bilhões em infraestrutura urbana e construção civil.

Ainda, segundo representantes das construtoras citadas, ao contrário do que muitos pensam, a região não vive uma bolha imobiliária. O número alto de ofertas foi responsável pela bolha dos Estados Unidos e da Europa. Aqui acontece justamente o contrário. Mesmo que se mantenha o ritmo, a Baixada Santista não conseguirá atender a demanda por mais 10 anos. É preciso ter cautela, sempre, mas não podemos acreditar que exista uma bolha no mercado econômico imobiliário.