FINANCIAMENTO HABITACIONAL SOBE 88%

Os dados da Caixa são referentes ao primeiro semestre deste ano
A Superintendência liberou R$ 784,61 milhões para compra da casa própria, com 8,5 mil negócios fechados em relação a 2011 - Por: Arquivo JCS/Luiz Setti
A liberação de crédito habitacional na região teve alta de 88,21% durante o primeiro semestre do ano. Nas 58 cidades da superintendência regional da Caixa Econômica Federal (CEF) foram fechados mais de 8,5 mil negócios, totalizando R$ 784,61 milhões em financiamentos habitacionais. Durante o mesmo período do ano passado, o volume liberado totalizava R$ 416,88 milhões. Para esse ano, a previsão da CEF é somar R$ 1,22 bilhão em financiamentos habitacionais. Em 2011, o banco liberou R$ 963 milhões nesse segmento de crédito.
Para o diretor da imobiliária AE Patrimônio, Alexandre Oliveira, a alta no volume e no valor de financiamentos habitacionais é resultado do aquecimento do mercado como um todo. Otimista, o diretor acredita que o cenário se mantenha para os próximos meses. "Mesmo com a instabilidade externa, o panorama interno é muito bom, creio que teremos um segundo semestre idêntico ao primeiro", afirma. Trabalhando com clientes vindos de todas as classes, Oliveira comenta que, independente do poder aquisitivo, o financiamento é a opção predominante para o pagamento dos imóveis.
Daniele Ishida, de 22 anos, é analista financeira e adquiriu seu primeiro imóvel esse ano. Ela conta que tem planos de casar daqui a quatro anos e, por isso, o casal já garantiu a moradia. Pelo programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV) conseguiu subsídio de R$ 2 mil, valor que será utilizado no pagamento da documentação do imóvel. A procura durou um mês e meio. "Encontramos relativamente rápido. Eu até esperava que fosse demorar mais", comentou. A aprovação do financiamento, diz ela, também aconteceu sem complicações. Aqueda dos juros bancários e facilidades oferecidas pela construtora também foram fatores que ajudaram a decisão pela compra.
O inspetor de qualidade Lucas Almeida de Barros, 24, e a autônoma Paula Soares, 20, também têm planos de casamento. Juntos há mais de quatro anos, a compra do apartamento próprio foi o primeiro passo para a concretização do sonho. Lucas conta que a procura começou no ano passado. Foram muitos os imóveis visitados. Paula lembra que eles fizeram um caderno com as informações sobre cada um. "Fomos bastante críticos. Avaliamos bastante e fizemos um bom negócio", afirma ela. A compra seria feita de qualquer forma mas a queda nos juros promovida pelo banco federal no início do ano e os subsídios do programa MCMV, assim como no caso de Daniele, também foram fatores levados em consideração para o contrato.
Novas taxas
Em abril, o banco federal reduziu as taxas de juros do financiamento imobiliário. Dentro do programa Caixa Melhor Crédito, a redução foi uma tentativa de aquecer o mercado imobiliário como um todo. Para imóveis de até R$ 500 mil, dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), os juros passam de 10% ao ano (a.a.) para 9% a.a. para todos os clientes. Com relacionamento e conta salário a taxa cai ainda mais, para 7,9% a.a. Para os clientes que desejam financiar um imóvel de até R$ 170 mil, nas regras do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e tenham conta salário na Caixa, a taxa máxima cai dos atuais 8,4% a.a. para 7,9% a.a.