GRUPO DE TRABALHO REAL ESTATE BRASIL DO LINKEDIN DA ÁREA IMOBILIÁRIA E CONSTRUÇÃO


·         Tempo de ajuste no mercado imobiliário II - 


Crescimento sustentável 2013 
Em 2012, houve uma acomodação dos preços e nos lançamentos. Para o ano que vem, expectativa é de crescimento sustentável.

Empurrãozinho do governo vai ajudar o setor a crescer em 2013

Ajuste. Nos preços dos imóveis, nas construtoras, nos financiamentos imobiliários. Após dois anos embalados por queda de juros e facilidade de crédito, o mercado de imóveis passou 2012 pisando no freio. Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor deve crescer 2,5% este ano — menos que os 3,6% de 2011 e muito abaixo dos 11,6% de 2010. O número de unidades financiadas pela poupança também caiu: de 492.908, no ano passado, para cerca de 450 mil, estima a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Para 2013, as perspectivas são de crescimento e, já apostam alguns, de forma sadia.

— Tivemos um crescimento substancial nos últimos dois anos. Então, esse cenário agora é normal. As empresas precisavam entregar os empreendimentos, o que explica a queda de 28% nos financiamentos para pessoas jurídicas — justifica o presidente da Abecip, Octavio de Lazari Junior, frisando que para pessoas físicas, houve alta de 24% no volume de crédito, que deve fechar 2012 em R$ 84 bilhões. — Mas o ajuste é bom para o mercado se equilibrar e perpetuar seu crescimento de forma sustentável.
— Os preços devem acompanhar a inflação e subir entre 3% e 4% — calcula o vice-presidente da entidade, Leonardo Schneider. — O mercado está mais atento, mais racional. 
— Ainda há demanda na área residencial. O mercado estava muito aquecido, e era preciso haver essa acomodação — diz o presidente da Ademi-RJ.
Outro incentivo à construção civil veio do governo federal, que acaba de anunciar medidas de desoneração da folha de pagamento da construção civil que prometem aliviar o setor em até R$ 2,85 bilhões ao ano.
— Muitas empresas estavam sem capital de giro por conta dos grandes investimentos dos últimos anos. Então, esse pacote ajuda a aliviar o caixa e deve incentivar as construções de moradia tanto para baixa quanto para média renda — afirma Luís Fernando Melo, economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. — O mercado está mais sadio. No ano que vem, devemos crescer cerca de 4,5%.
Esses incentivos, aliás, também tendem a ajudar a conter a valorização dos preços de imóveis em todo o país, principalmente, para média e baixa renda, acreditam especialistas.
— O pacote mostra que o governo está de fato disposto a abrir mão de encargos e impostos para incentivar o setor — diz Melo. — A folha de pagamento representa até 40% dos custos da construção. Sua desoneração tem, com certeza, impacto positivo. Há muita expectativa dos empresários em relação a isso.
Além disso, a recente forte valorização teria levado os preços a patamares muito altos, não comportando novos reajustes expressivos.
— A estabilização dos preços foi muito mais um ajuste para segurar preços altamente inflados do que um impacto de redução de financiamento ou excesso de estoques — afirma Maurício Visconti, diretor da Reit Soluções Financeiras Imobiliárias. — Em 2013, continuaremos com preços estáveis, pois não há mais margem para os preços crescerem nos grandes centros