PESQUISA MOSTRA QUE 50% DAS VENDAS DE CASAS COMEÇAM PELA INTERNET


Comprar imóvel pelo computador é possível, mas requer cuidados





Cremes, maquiagem, roupas, acessórios de tecnologia e até mesmo casas. Tudo isso pode ser adquirido através de sites pela internet. Pesquisa Ibope, divulgada no início deste mês, mostra que 50% dos brasileiros que adquiriram imóveis usaram o computador  como principal ferramenta para escolher a casa nova.   

De acordo com o diretor-geral da i-Uni Brasil (Imobiliárias Unidas), Rodrigo Caporrino, a internet se transformou na principal ferramenta do mercado imobiliário. “O corretor de imóveis ou empresa que não anuncia na internet e nas redes sociais acaba perdendo negócios”, explica. Hoje, só na i-Uni Brasil há mais de 300 portais de vendas de imóveis cadastrados  que são usados pelos consumidores e corretores.

Caporrino pondera que, apesar da relação de compra ser virtual, a veracidade das informações é fundamental. “É importante que ao anunciar na internet, o corretor tome cuidado com a qualidade das fotos que publica e com o texto do anúncio. Ele deve ser claro e objetivo na hora de escrever as qualidades do imóvel e somente falar a verdade. A sinceridade e a cordialidade são fundamentais para conquistar o cliente”, ensina.

Mercado

O corretor de imóveis Carlos Nolasco, que é diretor de novos negócios na imobiliária Affonso Henriques, trabalha com venda de imóveis há 12 anos. Para atender à demanda por informação e do comércio eletrônico, a imobiliária onde ele atua tem 15 corretores online em Salvador, seis  em Vitória da Conquista, dois em Ilhéus e 10 em Aracaju (Sergipe).

“A vantagem da internet é o acesso à informação. Pesquisar preços, condições de pagamento, qualidade e localização sem se locomover é um benefício. Hoje, não apenas as imobiliárias, mas as construtoras também investem na interação com os clientes, por meio dos aplicativos para Smart Phones, Smart TVs e versão Mobile dos seus portais. A divulgação na internet é fundamental”, defende.

Nolasco indica que cerca de 88% dos clientes interagem com a imobiliária por meio da internet. “A classe C hoje é quem mais consome através da rede. Ela representa mais de 50% de todas as classes e é formada, na sua maioria, pela classe que melhor interage com a internet, os jovens. Mas é importante dizer que temos participações importantes da classe B, AB e A. Sem dúvida, o comércio eletrônico é um dos sólidos pilares do varejo no país”, opina.

Decisão

O administrador Pedro Silva, 37 anos, trabalhava em Pernambuco e foi transferido para Salvador no ano passado. Como não podia visitar vários imóveis na cidade nova, acabou fazendo a escolha pela internet.

“Entrei em vários sites de imobiliárias e fiquei na dúvida depois  que visitei imóveis no dia de fechar o contrato. Até pensei em decidir sem ver o imóvel, mas fiquei com medo de dar algo errado”, conta. Nolasco conta que  há casos onde os clientes sequer visitam os imóveis antes de fechar a aquisição do bem, independente do preço.

“Alguns dos nossos clientes iniciam e concluem o processo de compra pela internet, sem a visita ao imóvel. A confiança na imobiliária e no incorporador é decisiva para isso. Hoje, esse perfil se deve prioritariamente aos investidores. No entanto, para o público que busca um imóvel para moradia (a maioria) a visita ao imóvel é fundamental”, indica Nolasco.

Segundo o  diretor-geral da i-Uni Brasil a visita ao imóvel é imprescindível para segurança na compra ou aluguel da unidade habitacional. “Além dos detalhes físicos do imóvel e suas instalações, o comprador deve também se ater aos detalhes de vizinhança, arredores do imóvel e principalmente, dos dados documentais. Isso evita que o cliente caia em roubadas por conta de problemas quanto à propriedade junto a cartórios, juizados e outros meios legais”, diz.