QUADRILHA PRESA PRETENDIA FATURAR R$ 9,5 MILHÕES COM VENDA DE TERRENOS


A Polícia prendeu cinco pessoas e desarticulou uma quadrilha que falsificava documentos e pretendia faturar R$ 9,5 milhões com a venda irregular de terrenos de outras pessoas nos bairros Cristo Redentor e Rita Vieira, na saída para São Paulo. A 4ª Delegacia de Polícia Civil desencadeou a Operação Cristo Redentor, ontem, e prendeu dois corretores de imóveis, dois donos de loteamentos e um “laranja”.



Segundo o delegado adjunto Tiago Macedo dos Santos, da 4ª DP, a quadrilha vendeu 10 lotes e lucrou aproximadamente R$ 450 mil com a venda de 10 lotes. Eles sonhavam alto com o estelionato e planejavam vender 300 terrenos, com estimativa de faturar R$ 9,5 milhões.


Conforme a investigação, os lotes foram vendidos entre 1997 e 2011. No entanto, como as famílias não registraram os imóveis em cartório, a quadrilha passou a falsificar os documentos e revende-los.

Foram presos Telma Fátima Mendonça Duarte, 50 anos, Ramon Rachide Duarte, 61, Leonel Palomares, 59, Victor Willian Mendonça Lopes, e Jefferson Narciso de Belazi, 26. Os donos do loteamento, que seriam Telma e Ramon, foram presos em flagrante, ontem, conforme a Polícia Civil.

Conforme o delegado titular, Devair Aparecido Francisco, os proprietários do loteamento fracionaram a área e contrataram em 2011 uma imobiliária para administrar e vender os terrenos. “Mas eles quebraram o contrato e passaram a revender os lotes, sem autorização da imobiliária e dos proprietários”, explica o delegado.

O golpe foi descoberto quando uma das vítimas viu uma pessoa comprando o lote no Bairro Cristo Redentor. Ela foi checar com a imobiliária e viu que o novo comprador tinha até reservado o lote. Ao constatar que estava sendo vítima de um golpe, denunciou o caso à Polícia, que começou a investigar e chegou na quadrilha.

Os lotes foram adquiridos por R$ 8 mil, em media, segundo o delegado. Os imóveis foram revendidos por R$ 35 mil a R$ 45 mil.

Os cinco detidos foram indiciados por falsidade ideológica, estelionato, tentativa de estelionato, uso de documento falso e formação de quadrilha.

Os policiais ainda caçam um sexto integrante da quadrilha, que seria “laranja”. O “laranja” detido recebeu um terreno para fornecer o nome e os documentos para serem utilizados pela quadrilha no golpe.