CORRETOR DE IMÓVEIS NÃO DEVE ACREDITAR EM “BOLHA” NO BRASIL

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Em agosto de 2013, o estadunidense vencedor do prêmio Nobel de Economia, Robert Shiller, esteve no Brasil e afirmou que o país poderia vivenciar uma bolha imobiliária. Já em abril de 2014, em entrevista por e-mail ao jornal El PAÍS, Shiller manteve sua opinião desconfiada. Para o Nobel, os preços nas principais cidades brasileiras se mantêm excessivos. Entre 2008 e 2014, os imóveis valorizaram 200% em São Paulo e 250% no Rio de Janeiro.

Vale ressaltar que o norte-americano antecipou a crise no setor nos Estados Unidos, responsável pelo colapso mundial a partir de 2008. Nessas entrevistas, Shiller fez questão de lembrar que não é um especialista sobre o caso brasileiro, por isso, suas projeções não são totalmente convictas. De fato, o tema “bolha imobiliária” é controverso, mas o Mestre em Gestão e Estratégia de Negócios, Teotônio Costa Rezende, publicou artigo com uma série de argumentos refutando, ao menos por enquanto, os perigos de uma bolha no Brasil. A seguir os principais:
Mercado imobiliário comprimido durante a hiperinflação do início dos anos 90
Nesse período crítico da economia brasileira, o preço dos imóveis manteve-se estável e sequer acompanhou a elevação dos custos da construção. Sendo assim, o aumento dos últimos anos é atribuído a perdas passadas.
Não se trata de investimento
A maioria das transações imobiliárias é para moradia própria. No Brasil, o deficit habitacional ainda é de 7 milhões de unidades. Portanto, imóvel para os brasileiros trata-se de uma necessidade e não de um investimento.
Crédito imobiliário relativamente pequeno
O crédito para o setor imobiliário não representa mais do que 8% do PIB do país. Nos Estados Unidos, essa relação chega a 80% e na Europa gira em torno de 60%. Nesse princípio, o mercado de imóveis ainda tem muito espaço para se expandir no Brasil. Também vale ressaltar que o programa “Minha Casa, Minha Vida” aporta um grande volume de subsídios. Esses valores não são considerados financiamentos e não representam riscos para o Sistema Financeiro Nacional.
Bancos responsáveis pela análise de crédito
Isso facilita o acompanhamento dos órgãos fiscalizadores e faz com que os bancos tenham um maior rigor na aprovação do crédito. Afinal, são totalmente responsáveis em casos de perda de capital. Prova desse argumento está na inadimplência atual do mercado imobiliário, que fica em torno de 2%.
William Cruz – Colunista do  PortaisImobiliários.com.br uma rede de portais de imóveis, como o portal de imóveis em Joinville , presente em mais de 250 cidades do Brasil.