De fato, se no limiar da profissão, nos idos dos anos 50, era possível encontrar pessoas exercendo, de forma precária e confusa, os mais diversos misteres – vendendo desde xampus a imóveis –, hoje não se pode mais conviver com este fato, seja em função das exigências normativas do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e outras normas jurídicas correlatas, seja em razão da crescente competitividade e exigência de especialização proveniente do próprio setor que, a propósito, deu um salto em apenas quatro anos no número de profissionais a ele atrelados, alcançando, já no ano de 2012, cerca de 285 mil deles, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O CONHECIMENTO JURÍDICO COMO UM FATOR DE DESTAQUE PARA O CORRETOR DE IMÓVEIS
APÓS 'BOOM IMOBILIÁRIO' CORRETORES TEM QUE SE READAPTAR À ESTABILIDADE DO MERCADO
Depois do boom dos preços de imóveis no país, valores voltam ao normal e profissionais buscam ajuda financeira
O encanto e a euforia deram lugar às dívidas. Durante os tempos áureos do mercado imobiliário no país, entre 2008 e 2011, milhares de brasileiros — incluindo advogados, servidores públicos e jovens recém-formados — decidiram virar corretores, querendo ficar ricos do dia para noite. Muitos conseguiram. Em cidades onde as vendas e os preços dispararam, como Brasília, o faturamento anual desses profissionais encostou nos R$ 800 mil, uma média mensal superior ao dobro do teto constitucional. Agora, quem esqueceu de poupar está com a corda no pescoço, pois o boom do mercado deu lugar ao retorno da estabilidade.
Aflitos com as contas a pagar, corretores e ex-corretores têm recorrido a consultores financeiros para pedir socorro. Nos escritórios, é com saudosismo que eles lembram do período em que todas as unidades de um empreendimento eram vendidas horas depois do lançamento e, com a renda repentina, podiam comprar carros importados, trocar de casa e viajar para o exterior. “Muitos gastaram tudo e, claro, se endividaram”, conta o diretor-executivo da Libratta, Rogério Olegário.
Quando o mercado ainda estava aquecido, em 2011, o paulista Leandro de Assis, de 33 anos, decidiu apostar todas as fichas no setor imobiliário. Mudou-se para Brasília, fez um curso de três meses e virou corretor. Mesmo sendo novato na área, driblou a concorrência e logo vendeu um apartamento milionário. “Embolsei R$ 23 mil de uma só vez”, lembra. Ao perceber que os dígitos da conta bancária não paravam de subir, comprou um carro e fez viagens pelo Brasil e para o exterior.
CORRETOR DE IMÓVEIS: PARE DE RASGAR DINHEIRO
Eu já rasguei muito dinheiro, confesso. É claro que, de fato, eu não peguei uma nota de R$ 100,00 e dividi ao meio. Mas saiba que tive algumas atitudes tão nocivas quanto esta ideia maluca de danificar a nota ao ponto dela perder o seu valor.
Portanto, mais do que taxar qualquer profissional de louco, quero levá-lo comigo a uma profunda reflexão de nossas práticas. Somente não gozando de nossas faculdades mentais, cometeríamos a sandice de estragar dinheiro. Porém, pior do que pegar uma nota e conscientemente rasgá-la é jogar nosso dinheiro fora sem percebemos que estamos fazendo isso.
Certa vez, um dos corretores da equipe que gerenciava estava no plantão de vendas de final de semana. Depois de atender o cliente, apresentar o imóvel e fazer todo um direcionamento para o fechamento do negócio, o cliente, pronto para consolidar a compra, perguntou sobre o percentual de juros que pagaria com as prestações.
CORRETOR DE IMÓVEIS, POR QUE VOCÊ PRECISA DE UM TABLET?

Mas, como mostrar diversas opções de forma prática, dinâmica e sedutora? É aí que entra o tablet, esses aparelhos que saíram dos filmes de ficção científica e hoje são uma ferramenta fundamental no seu trabalho como corretor. E vamos te dizer o porquê:
Mais confortável
Ok, você já tem seu laptop e não consegue entender por que deveria investir em um tablet? Você acha que tudo que pode ser feito no segundo, pode ser feito no primeiro, já o contrário não é verdade – então por que comprar um equipamento que parece ser menos útil? A explicação para isso é simples: conforto. Tablets foram criados para o consumo de mídia e a experiência de assistir a uma apresentação ou vídeo em um deles é incomparável frente ao transtorno causado pelo teclado do laptop.
PROJETO DE LEI VISA BENEFICIAR CORRETORES DE IMÓVEIS
O projeto de lei que torna obrigatório a inclusão do nome do corretor de imóveis nas escrituras públicas e contratos de financiamento imobiliários foi apresentado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, pelo Deputado Estadual José Riva, em primeira discussão no dia 26 de fevereiro.
De acordo com Pinheiro a proposta irá beneficiar tanto o mercado imobiliário como o consumidor em geral, permitindo transparência e segurança nas transações imobiliárias. “Ao analisar o teor do projeto verifiquei que o mesmo quer impedir a falta de assessoria técnica capacitada no momento de adquirir um imóvel, desta forma beneficiando diretamente o profissional da área”.
O deputado deixou claro ao apresentar o projeto, que a sua aprovação será uma grande vitória para a classe imobiliária. “O projeto não gera despesas para nenhuma das partes, enquanto por outro lado valoriza e reconhece os relevantes serviços prestados pelo corretor de imóveis, além de atender às necessidades e interesses da sociedade”.
POR QUE COMPRAR UM IMÓVEL COM A PARTICIPAÇÃO DO CORRETOR DE IMÓVEIS É FUNDAMENTAL ?
Tenho notado recentemente na mídia, publicações e orientações por especialistas do segmento financeiro, dando "dicas" de como comprar um imóvel diretamente com o proprietário, conseguindo assim um "desconto de 6 a 10% do valor em detrimento do trabalho de um profissional legalmente habilitado na intermediação: corretor de imóveis. Será que realmente a compra direta é vantajosa para o cliente?
REFORMAS VALORIZAM OS IMÓVEIS E O PREÇO DE VENDA PODE ELEVAR ATÉ 40%
É cada vez mais comum o interesse pela reforma para valorizar o imóvel. Em 2013, os brasileiros gastaram em torno de R$ 5,4 bilhões em reformas e, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), em 2014 esse número deverá aumentar em 6%, sendo que grande parte dos reparos feitos tem como objetivo agregar valor à construção.
“Uma reforma mais completa pode elevar entre 30% e 40% o valor do imóvel ao término da obra”, afirma Rosemeire Albuquerque, arquiteta da Praquemarido, especializada em serviços de manutenção, reparos e reformas.
De acordo com a profissional, é importante considerar reparos nas instalações elétricas e hidráulica para que não haja dores de cabeça posteriores.
Para elevar o padrão da reforma e aparência final do imóvel, a arquiteta também recomenda o acompanhamento de profissionais da área para planejamento e empresas especializadas para execução dos serviços
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